Assembleia de Deus Monte Horebe: Artigos

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O Deus do céu é que nos fará prosperar

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23 de ago. de 2014

CONSTRUÇÃO DE SALAS PARA EBD

UM PROJETO QUE FOI COLOCADO NO CALENDÁRIO PARA O ANO DE 2014 FOI A CONSTRUÇÃO DE SALAS PARA A ESCOLA BÍBLICA VISANDO O CRESCIMENTO DA OBRA DE DEUS E O INVESTIMENTO NO ENSINO DA PALAVRA DE DEUS.COMEÇAMOS A CAMPANHA PARA ARRECADARMOS FUNDOS PARA A CONSTRUÇÃO E JÁ REALIZAMOS UM BAZAR,UM ALMOÇO E UM FESTIVAL DE CACHORRO QUENTE QUE NOS DEU UMA QUANTIA SATISFATÓRIA, MAS QUE SE CONSIDERANDO O QUE VAI SER GASTADO AINDA É MUITO POUCO, MAS ESPERAMOS EM DEUS QUE ELE NOS ABRA AS PORTAS DE RECURSOS PARA REALIZARMOS ESTE PROJETO QUE ESTÁ NOS PLANOS DE DEUS, E PEDIMOS A SUA AJUDA, ORANDO E SE PUDER CONTRIBUIR, SE DESEJAR MANDE NOS UM IMAIL PARA adflorianomontehorebe2012@hotmail.com DIZENDO DO SEU DESEJO DE CONTRIBUIR.

ESTAREMOS A MEDIDA QUE FORMOS TRABALHANDO COLOCANDO AS FOTOS DO ANDAMENTO DA OBRA.

DERRUBANDO A IGREJA VELHA.


  • COLOCANDO UMA CARRADA DE ATERRO








4 de dez. de 2013

NOVOS MEMBROS DA AD MONTE HOREBE

LOUVAMOS A DEUS POR VER A OBRA CRESCENDO,VENDO QUE O ENSINAMENTO DE CRISTO TEM SIDO LEVADO A SERIO POR AQUELES QUE O TEM ACEITADO COMO SALVADOR.
NO DIA 1 DE DEZEMBRO DE 2013 AS 11:00 HORAS DA MANHÃ TEVE INICIO A MAIS UM BATISMO NAS AGUAS CUMPRINDO AS ESCRITURAS  E NA OPORTUNIDADE A CONGREGAÇÃO MONTE HOREBE APRESENTOU DUAS CANDIDATAS DOS 38 QUE DESCERAM AS AGUAS A IRMÃ LIANE E A IVONEIDE, QUE PASSARAM A FAZER PARTE DO CORPO DE CRISTO A IGREJA VISÍVEL ORGANIZADA,FOI UMA BÊNÇÃO...
QUE DEUS ABENÇOE A VOCÊS NOVOS MEMBROS PARA QUE CONTINUEM A PROSSEGUIR NESTA CAMINHADA DE FÉ..



20 de nov. de 2013

Adfloriano

28 de mai. de 2013

VALE A PENA ANDAR NA DIREÇÃO DE DEUS

Tendo Faraó deixado ir o povo, Deus não os levou pelo caminho da terra dos filisteus, posto que mais perto, pois disse: Para que porventura o povo não se arrependa, vendo a guerra, e torne ao Egito. Porém Deus fez o povo rodear pelo caminho do deserto perto do Mar Vermelho; e, arregimentados, subiram os filhos de Israel do Egito. Êxodo 13.17-18 

O texto bíblico afirma que Deus não os levou pelo caminho mais perto. Pelo contrário, Deus, além de levá-los pelo caminho mais longo, os mandou para o deserto. À primeira vista, isso não parece estranho? Por que um caminho mais distante? Por que um deserto? 
Se olharmos o mapa da região (geralmente disponível no final de nossas bíblias), talvez disséssemos: que loucura! Não faz sentido! Não é assim que às vezes acontece conosco? Não ficamos com a sensação de que Deus está errado ou mesmo demorando demais. Muitas vezes não temos a sensação de que o caminho de Deus é muito difícil? Quanto mais quando falamos de deserto. 
Por que naquele momento Deus preferiu evitar o caminho dos filisteus, que era o caminho mais perto, mandando-os para o deserto? Certamente eles ainda não estavam preparados para a guerra, mas o propósito de Deus ao mandá-los para o deserto está escrito no livro de 

Deuteronômio 8:2-5: “Para te provar, para saber o que estava no seu coração, se guardarias ou não os seus mandamentos”. 
É claro que Deus sabia o que estava no coração deles. Eles é que precisavam saber. E o que havia no coração deles? A resposta é: incredulidade, rebelião e idolatria. Deus queria tratar com eles, disciplinando, corrigindo e ensinando, tal como o pai faz com seu filho, assim disciplina o Senhor Deus. 
Geralmente, temos muita luta para andar nos caminhos de Deus. Entretanto, devemos considerar o que a palavra nos afirma em Provérbios 14.12, quando diz que há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em morte. E ainda em Isaías 55:8, que diz que os nossos caminhos não são os caminhos de Deus. 
Assim, afirmamos que, mesmo quando não entendemos tudo, vale a pena andar na direção que Deus dá. Usando como referência a saída do povo do Egito e sua caminhada pelo deserto, declaramos que, se optarmos por andar na direção de Deus, três coisas maravilhosas o Senhor fará: 

1. O SENHOR NOS GUIARÁ (Êxodo 13.21-22) 
O Senhor ia adiante deles, durante o dia numa coluna de nuvem, para guiá-los pelo caminho, durante a noite numa coluna de fogo, para alumiá-los, a fim de que caminhassem de dia e de noite. Nunca se apartou do povo a coluna de nuvem durante o dia, nem a coluna de fogo durante a noite. 
Algo tremendo aconteceu! Imagine-se em um deserto. Que direção tomar? Não acontece conosco? Muitas vezes nos vemos sem direção. Mas veja o que Deus fez. Durante o dia, uma coluna de nuvem os guiava; durante a noite, uma coluna de fogo, de tal maneira que eles andavam de dia e de noite. Nós andamos na direção de Deus de dia e de noite. Talvez possamos orar como escrito no Salmo 86.11: “Ensina-me, Senhor, o teu caminho”. Lembre-se, amado irmão: no deserto, sem direção, é Deus quem nos guia.

2. O SENHOR NOS DARÁ PROVISÃO (Êxodo 16.15-21) 
Vendo-a os filhos de Israel, disseram uns aos outros: Que é isto? Pois não sabiam o que era. Disse-lhes Moisés: Isto é o pão que o Senhor vos dá para vosso alimento. Eis que o Senhor vos ordenou: Colhei disso cada um segundo o que pode comer; um ômer por cabeça, segundo o número de vossas pessoas; cada um tomará para os que se acharem na sua tenda. Assim o 
fizeram os filhos de Israel; e colheram, uns mais, outros menos. Porém, medindo com o ômer, não sobejava ao que colhera muito, nem faltava ao que colhera pouco; pois colheram cada um quanto podia comer. Disse-lhes Moisés: Ninguém deixe dele para a manhã seguinte. Eles, porém, não deram ouvidos a Moisés, e alguns deixaram do maná para a manhã seguinte; porém deu bichos e cheirava mal. E Moisés se indignou contra eles. Colhiam-no, pois, manhã após manhã, cada um quanto podia comer; porque, em vindo o calor, se derretia. 
Imagine a situação. Como alimentar aquela multidão no deserto? Não havia padarias e supermercados. Não dava para plantar e esperar crescer, ainda mais em um deserto. Veja o que Deus fez! Todos os dias pela manhã “chovia” comida, o maná do céu. Deus cuidou daquele povo durante os quarenta anos em que eles andaram pelo deserto. A roupa não envelheceu, os sapatos não estragaram. Que coisa maravilhosa. Querido, Deus suprirá cada uma das nossas necessidades. 
É muito interessante também observar que ninguém podia guardar do maná para o dia seguinte. Ele dava bichos e cheirava mal. Imagine aqueles desconfiados e incrédulos dizendo: “Sei lá, quem sabe o que pode acontecer, não vou me arriscar, vou guardar para amanhã e garantir o meu!”. Não adiantava, dava bichos. O que Deus queria fazer neles? GERAR DEPENDÊNCIA! Jesus disse: “Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6.33). Aos de Filipos, Paulo declarou: “Não andeis ansiosos de coisa alguma” (Filipenses 4.6). 

3. O SENHOR NOS CAPACITARÁ (Êxodo 16.22-25) 
Ao sexto dia colheram pão em dobro, dois ômeres para cada um; e os principais da congregação vieram, e contaram-no a Moisés. Respondeu-lhes ele: Isto é o que disse o Senhor: Amanhã é repouso, santo sábado do Senhor; o que quiserdes cozer no forno, cozei-o, e o que quiserdes cozer em água, cozei-o em água; e tudo o que sobejar, separai, guardando para a manhã seguinte. E guardaram-no até pela manhã seguinte, como Moisés ordenara; e não cheirou mal, nem deu bichos. Então disse Moisés: Comei-o hoje, porquanto o sábado é do Senhor; hoje não o achareis no campo. 
Que impressionante! Na sexta-feira, podiam colher o maná em dobro e guardar uma parte para o sábado. Nesse caso não dava bichos, ao contrário dos outros dias da semana. Por que a diferença? Se considerarmos o sábado como o nosso descanso, o dia em que estaremos para sempre com o Senhor e entraremos no seu gozo, podemos considerar que vivemos numa sexta-feira, dia que antecede o sábado. “Sexta-feira” significa “últimos tempos”, a respeito dos quais a Bíblia se refere como sendo tempos difíceis (2Timóteo 3.1). “Nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios” (1Timóteo 4.1). 
O que o Espírito de Deus quer nos dizer é que nos dias difíceis em que vivemos, Ele tem porção dobrada para nós! O Senhor nos capacita a viver em dias de últimos tempos! Não desanime, mesmo que você esteja num deserto, passando por uma situação difícil; O Senhor tem porção dobrada para nós. 

Conclusão

Querido, vale a pena andar na direção que Deus dá. Mesmo que à primeira vista pareça doloroso e difícil, é melhor andar segundo a sua palavra, segundo a sua direção. E a palavra de Deus para o nosso coração é: se nos dispusermos a andar segundo a sua vontade, Ele vai nos guiar, nos dar provisão de todas as necessidades e nos capacitar para as batalhas da vida. GLÓRIA A DEUS PORQUE ELE CUIDA DE NÓS!

2 de fev. de 2013

Obreiros motivados para motivar

O  obreiro  mais do que ninguém, necessita ser um verdadeiro motivador, porque ele trabalha diretamente com gente. Gente que sofre, que enfrenta desafios e que precisa sempre de uma palavra encorajadora. Para tanto, o  obreiro precisa estar sempre motivado. 

Motivação, de uma maneira prática, pode ser definida como todo motivo que leva alguém a fazer alguma coisa. Geralmente esses motivos são definidos como necessidades, desejos ou impulsos, oriundos do indivíduo, que dirigem ou mantêm o comportamento voltado para o objetivo.

A motivação pode ser intrínseca e extrínseca. Na primeira, o interesse reside na atividade em si (desempenho estimulado pelo interesse na própria tarefa - processo interno). Na extrínseca, a atividade é encarada como meio para alcançar outro objetivo, por meio de fatores externos que provocam a motivação.

Portanto, um obreiro (qualquer pessoa) – intrínseca e extrinsecamente motivado - tem todas as possibilidades para realizar um ministério a contento, ainda que em meio às provações e perseguições. Para isto, vamos considerar alguns aspectos importantes que podem servir como pilares, para que a motivação seja uma constante no pastorado. 


CONVICÇÃO DO CHAMADO

Segundo James M. George, “o chamado de Deus para o ministério vocacional é diferente do chamado à salvação e do chamado que atinge a todos os crentes: o serviço. Trata-se de uma convocação de homens selecionados para servir como líderes da igreja. Os destinatários desse chamado precisam ter a certeza de que Deus assim os escolhe para liderar”.

Neste aspecto, a convicção do chamado divino é a mola propulsora de todo o ministério eficaz, ou seja, por maiores que sejam os desafios ou embates ministeriais, aquele que é chamado para uma obra específica será sempre amparado por suas convicções ministeriais. O axioma de que foi chamado por Deus é que produz segurança ao  obreiro, o que resulta na motivação intrínseca.

Diante das vicissitudes e intempéries da labuta ministerial, somente a convicção de que realmente foi escolhido por Deus pode fazer com que o ministro triunfe em glória, transpondo barreiras e galgando alvos desejados. O  obreiro precisa acreditar em seu ministério, pois somente assim ele será capaz de confiar no autor desse chamado - Deus. 

Quando esta convicção ou certeza faltar no coração do obreiro, ainda que todos se coloquem ao seu lado, ele pode estar certo de que o desânimo soará como prenúncio de uma possível crise ministerial. Contudo, quando cremos piamente na convocação divina, mesmo que todos se levantem contra nós, continuamos firmes e inabaláveis, preparando a noiva (a igreja) para se encontrar com o Noivo. 


COMPROMISSO COM DEUS

A maior alegria do  obreiro é saber que labuta a favor da causa do soberano Deus do Universo. Quer dizer, ele não é um empregado dos homens, mas um servo do Deus altíssimo. Paulo expressa esta verdade, quando afirma: ¨Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para apóstolo, separado para o evangelho de Deus¨, Rm 1: 1. Ele estava certo de que o seu compromisso era, antes de qualquer coisa, com Deus.

Por isso, o  obreiro não deve se comprometer com os anseios políticos, religiosos e econômicos, mas com a nobre causa do evangelho. Ele é embaixador de Jesus na terra. É propagador da maior, mais nobre e melhor causa na face da terra. Ele ocupa uma posição aspirada por muitos, mas que está reservada apenas àqueles que são chamados e comprometidos com Deus.

Parece simples, mas a sua função é de grande e extrema responsabilidade. Só para se ter uma idéia, certo homem disse: “Se um médico errar, ele pode matar o corpo, porém, se o  obreiro errar, ele pode matar a alma. Um médico pode mandar o corpo para o cemitério, mas o  obreiro pode mandar a alma para o inferno.” Esse compromisso implica responsabilidade, amor e dedicação à obra do Senhor.

O comprometimento é um grande motivo no desempenho de suas responsabilidades ministeriais, uma vez que Deus confiou aos seus cuidados as suas ovelhas: ¨Obedecei a vossos pastores, e sujeitai-vos a ele, porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas, para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil¨, 13: 17.


COOPERAÇÃO DIVINA,

Depender de Deus é a máxima do pastorado, isto é, o obreiro precisa estar certo de que o Deus que o chamou é o mesmo que irá cooperar com ele em suas atividades e sustento. Deus chama e capacita àqueles que Ele separou para o ministério ou pastorado. Não há nenhum perigo em alguém aceitar a chamada divina e pensar na possibilidade de não poder contar com a Sua ajuda. Deus se responsabiliza por aqueles que aceitaram o seu chamado.

Charles Bridges afirmou: ”. “A labuta no escuro, sem uma comissão segura, tolda em muito a garantia da fé nos compromissos divinos; e o ministro, incapaz de se valer do apoio celestial, sente em seu trabalho as mãos caídas e os joelhos fracos. Por outro lado, a confiança de que está agindo em obediência ao chamado de Deus e de que Ele está em seu trabalho e em seu caminho, encoraja-o nas dificuldades, conscientizando-o das obrigações pelas quais deve responder com forças onipotentes

Moisés sentiu isto em sua própria pele, quando, de maneira contundente, suplicou a Deus que estivesse com ele na condução do povo à terra prometida: ¨Agora pois, se tenho achado graça aos teus olhos, rogo-te que agora me faças saber o teu caminho , e conhecer-te-ei, para que ache graça aos teus olhos: e atenta que esta nação é o teu povo¨, Ex 33: 13. E a resposta de Deus foi positiva: ¨Irá a minha presença contigo para te fazer descansar¨. 

Esta narrativa ensina que Deus estará sempre disposto a auxiliar, a socorrer e a conceder vitórias àquele que é fiel à chamada divina. Sem a presença Dele não vamos a lugar nenhum. Com ele venceremos os gigantes, tiraremos água da rocha, as portas se abrirão e o maná celestial nunca faltará à nossa mesa. Para Deus não há crise, os céus não se cerram e o azeite da botija jamais se acabará, 2Rs 4: 6. 

Concluindo, gostaria de fazer uso das palavras de Alex D. Montoya, ao falar sobre liderança: "como o líder pode motivar? Sendo ele mesmo a chave da motivação - sua integridade, sua habilidade, seu conhecimento do que deve ser feito e seu exemplo representam aspectos básicos para a motivação". Evidentemente, nada mais motiva às pessoas do que um líder (pastor) animado e corajoso. Se o  obreiro conseguir se manter motivado, o entusiasmo dele vai influenciar outras pessoas.


Advanir Alves Ferreira

22 de out. de 2012

Seu trabalho no Senhor não é em vão

É importante que trabalhemos pelo Senhor. Paulo disse: “Porque, em Cristo Jesus, nem a circuncisão, nem a incircuncisão têm valor algum, mas a fé que atua pelo amor” (Gálatas 5:6). A fé sem obras é morta! (Tiago 2:26). Paulo elogiou os tessalonicenses pela “operosidade da vossa fé, abnegação do vosso amor e firmeza da vossa esperança em nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Tessalonicenses 1:3). A palavra traduzida “abnegação” significa “labuta, aborrecimento, dificuldade” e o verbo relacionado significa “estar cansado, labutar” (Dicionário Vine, 1030). Os tessalonicenses fizeram tanto trabalho para o Senhor que, às vezes, cansavam!

Algumas pessoas sabem o que é trabalhar tanto que cansa. Muitos fazem isso todo dia nos seus empregos seculares. Outros cansam enquanto trabalham em casa ou no quintal. Quantos de nós trabalhamos tanto para o Senhor que cansamos? Paulo disse: “E não nos cansemos de fazer o bem” (Gálatas 6:9). Alguém disse: “Os cristãos devem cansar no seu trabalho, mas não do seu trabalho!”

Jesus disse à igreja em Éfeso: “Conheço as tuas obras, tanto o teu labor como a tua perseverança, e que não podes suportar homens maus, e que puseste à prova os que a si mesmos se declaram apóstolos e não são, e os achaste mentirosos; e tens perseverança, e suportaste provas por causa do meu nome, e não te deixaste esmorecer” (Apocalipse 2:2-3). Mais uma vez, isso é a labuta penosa que resulta em fadiga. Os efésios trabalharam tanto para o Senhor que cansaram, mas não desmaiaram nem cansaram do trabalho.

Trabalhe muito para o Senhor — visite os doentes (Mateus 25:36), restaure os caídos (Gálatas 6:1), apóie os fracos (1 Tessalonicenses 5:14), exorte os irmãos diariamente (Hebreus 3:13), ajude a instruir os jovens e os jovens na fé, ensine os perdidos, e se prepare para a vinda do Senhor (Mateus 24:44). Se você cansar, descanse por um momento. Jesus disse aos seus apóstolos: “Vinde repousar um pouco, à parte, num lugar deserto” (Marcos 6:31). Mas não desista da obra do Senhor nem se aposente da sua obra. Não “enferruje” enquanto descansa.

Como Jesus, nós também devemos trabalhar “enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar” (João 9:4). Temos de ser “firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor” e sabermos que nosso “trabalho, no Senhor, não é vão” (1 Coríntios 15:58). João ouviu uma voz do céu que disse: “Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem das suas fadigas, pois as suas obras os acompanham” (Apocalipse 14:13). Trabalhe para o Senhor e não se canse do trabalho.

8 de set. de 2012

Comunhão & Evangelização

Comunhão e evangelização são temas profundamente conectados. Eles, na verdade, são inseparáveis. A comunhão sem a evangelização deixa de ser koinonia para ser koinonite. Se a koinonia fala da comunhão fraternal, a koinonite retrata uma doença relacional.
A evangelização sem a comunhão, por sua vez, pode ser descrita como uma sala de obstetrícia, onde os bebês recém-nascidos são abandonados à sua própria sorte. A comunhão precede a evangelização. Somente uma igreja saudável evangeliza com eficácia. Os novos convertidos, frutos da evangelização, precisam ser integrados na igreja, onde encontrarão ambiente propício ao seu crescimento espiritual.
Quero abordar o tema proposto à luz do Salmo 133. Creio que ele esclarece de forma eloquente a profunda ligação que existe entre comunhão e evangelização.


A comunhão é bela e agradável aos olhos de Deus
Há uma exclamação cheia de vivacidade nos lábios do salmista: “Oh quão bom e agradável é viverem unidos os irmãos” (Sl 133.1). A união fraternal é algo belo aos olhos de Deus e aos olhos dos homens. A comunhão fortalece os relacionamentos e abre portas para novos contatos evangelísticos.
A amizade é um poderoso instrumento evangelístico. Um indivíduo normalmente só permanece numa igreja onde constrói relacionamentos significativos de amizade. Mais de cinquenta por cento das pessoas que frequentam uma igreja evangélica foram trazidas por algum amigo.
Somos cooperadores de Deus na obra da evangelização. Somos ministros da reconciliação. Sem comunhão, a evangelização perde sua eficácia. Jesus foi enfático na grande comissão ao afirmar que os novos convertidos precisam ser integrados na igreja e essa integração passa pela comunhão (Mt 28.18-20).


A comunhão é algo profundamente terapêutico

O salmista comparou a comunhão fraternal ao óleo (Sl 133.2) e ao orvalho (Sl 133.3). O óleo tem um simbolismo muito rico tanto no Antigo como no Novo Testamento. O óleo tinha uma tríplice utilidade. Ele era usado como cosmético, como remédio, e como um símbolo espiritual. A comunhão fraternal traz beleza aos relacionamentos. A comunhão fraternal produz alívio na dor. A comunhão fraternal é instrumento de cura emocional e espiritual. A comunhão é a expressão visível da ação do Espírito derramando o amor de Deus no coração dos crentes, tornando-os discípulos de Cristo.
O orvalho é outra figura importante usada pelo salmista. O orvalho tem várias características interessantes: Em primeiro lugar, ele cai todas as noites. Sua ação é contínua. Assim deve ser a união fraternal. Em segundo lugar, o orvalho cai silenciosamente. Diferente da chuva, ele não é precedido pelos relâmpagos luzidios nem pelo estrondo dos trovões. Ele cai sem alarde. Assim é a comunhão fraternal. Ela age de forma terapêutica sem fazer barulho. Em terceiro lugar, o orvalho cai durante a noite, ou seja, nas horas mais escuras da vida. É quando atravessamos os vales escuros da dor que a ação benfazeja da amizade desce sobre nossa vida como o orvalho restaurador. Em quarto lugar, o orvalho sempre traz renovo e refrigério depois de um dia de calor escaldante. A comunhão fraternal tem o poder de refrigerar a alma e renovar o ânimo depois das duras provas e do calor sufocante que normalmente nos atinge nas jornadas da vida.
Finalmente, o orvalho se espalha para horizontes longínquos. O orvalho que desce do Monte Hermon atinge também o Monte Sião. O Hermon fica no extremo norte de Israel, um monte cujo topo é coberto de gelo e o Monte Sião está situado na cidade santa, Jerusalém, há mais de duzentos quilômetros ao sul. Assim é o poder da amizade. Ela cai sobre uma pessoa aqui e abençoa outras pessoas em lugares longínquos.
 

A comunhão é condição indispensável para evangelização eficaz

Ali é que o Senhor ordena a sua bênção e a vida para sempre (Sl 133.3). Não há evangelização poderosa sem a bênção de Deus. Evangelização eficaz é uma operação soberana do Espírito Santo abrindo o coração do homem, dando-lhe o arrependimento para a vida e a fé salvadora. Quando a igreja vive em comunhão, ali Deus ordena vida.
A evangelização é o instrumento mediante o qual as pessoas que ouvem o evangelho nascem de novo e recebem vida em Cristo. Deus mesmo é quem ordena a vida onde a comunhão existe. Os resultados da evangelização não são alcançados pelo esforço humano. Não temos poder sequer de converter uma alma. Charles Spurgeon dizia que é mais fácil ensinar um leão ser vegetariano do que converter uma alma pelo esforço humano. Só Deus pode abrir o coração. Só Deus pode dar o arrependimento verdadeiro. Só Deus pode dar a fé salvadora. Só Deus produz o novo nascimento. Só Deus converte o coração do homem, tirando dele o coração de pedra e colocando no lugar um coração de carne. Só Deus justifica o pecador e o sela com o Espírito Santo da promessa. É Deus quem opera no homem tanto o querer como o realizar.
Tudo provém de Deus! E é ele mesmo quem estabelece as condições para uma evangelização poderosa e eficaz: É preciso preparar o terreno. É preciso cultivar relacionamentos de comunhão fraternal, pois é nesse ambiente regado pelo amor, que Deus ordena sua bênção e a vida para sempre.

30 de ago. de 2012

O Batismo no Espírito Santo

Quando uma pessoa crê no Senhor e se batiza nas águas, o Espírito Santo vem morar no seu interior. Todos os cristãos tem o Espírito de Deus habitando em seu interior . ( Rm 8:9 ).

Existe porém um momento em que o Espírito Santo opera em nós de forma mais poderosa, nos enchendo de virtude , poder e manifestando seus dons. Esta experiência é chamada Batismo no Espírito Santo.
Satanás quer contradizer , trazer confusão e anular esta experiência na vida da Igreja. Cada dia surge uma novidade, alguém que pega um texto isolado da bíblia e começa a pregar gerando muita confusão.
Existem muitas idéias erradas com respeito a isto também. Dizem alguns que:
• É só para pastores, presbíteros, missionários.
• É só para quem atinge um determinado grau de santidade.
• É um prêmio, uma recompensa por obedecer ou fazer a obra de Deus.
• É muito complicado, não precisamos saber disso agora.

Dois enganos principais

1) Os grupos tradicionais : rejeitam a experiência do batismo dizendo que o Espírito é dado automaticamente no momento da conversão. Todos os que creram, se arrependeram e foram batizados já receberam o Espírito Santo e não necessitam de nenhuma outra experiência 

2) Os grupos pentecostais : pregam corretamente que existe uma experiência a mais, além da conversão, um batismo. Porém dizem que há uma "espera", dando a entender que este dom deve ser esperado, buscado e até suplicado. Vão para outro extremo e ignoram que o Espírito Santo já foi dado a todos os que creram.

Onde está o equilíbrio? Precisamos entender que por um lado, o Dom do Espírito Santo já foi dado a todos que os creram e que portanto não é necessário buscar nem esperar aquilo que o Senhor já deu. Mas por outro lado quando alguém se converte deve ser instruído a respeito deste dom, receber imposição de mãos e se apossar da
promessa de tal maneira que ela seja evidente, palpável e consciente.
Vamos examinar tudo a luz da Palavra de Deus e procurar responder as seguintes perguntas :
• Quais as bases bíblicas?
• O que é o Batismo no Espírito Santo?
• Por que Jesus quer nos batizar?
• Como receber o batismo?

Quais as base bíblicas para o Batismo no Espírito Santo? 
 
Porque devemos crer que este batismo existe e é necessário para nós?
• João Batista disse que Jesus batizaria com o Espírito Santo. Mt 3-11
• Jesus disse que batizaria. At 1:4-8
• A promessa se cumpriu. At 2:1-4
• A promessa é para todos os cristãos. At 2:38-39
• Os apóstolos encaminhavam os cristãos para isso. At 8:14-17
• A experiência de Paulo. At 9:17
• A experiência de Cornélio e sua família. At 10:44-47
• Os efésios. At 19:1-7

Os textos que falam dos efésios e dos samaritanos derruba um engano muito grande de que o Espírito Santo só é dados no momento da conversão.
Eles tinham crido e ainda não tinham sido batizados no Espírito. E , quando Paulo lhes impôs as mãos foram batizados , falando em línguas e profetizando sem necessidade de ficar "esperando". 


O que é o batismo com o Espírito Santo ? 
Na bíblia esta experiência é apresentada através de vários termos diferentes:
• Batismo com o Espírito Santo - Mt 3:11 At 1:5
• Receber o Dom do Espírito Santo - At 2:38 At 10:35
• A promessa do Pai - Lc 24:49 At 1:4 At 2:33,39
• Ficar cheio do Espírito Santo - At 2:4
• Receber o Espírito Santo - At 8:17 At 10:47
• Caiu o Espirito Santo sobre …. - At 10:44 At 11:15
• Derramar do Espírito Santo - At 2:17,18,33 At 10:45

Todos estes termos se referem a uma mesma experiência: O batismo no Espírito Santo
O que é ?
1) É um DOM , uma promessa e um mandamento.
“...recebereis o dom do Espírito Santo.” (At 2:38)
O que é um dom?
Dom é um presente , dadiva, algo que foi dado.
• NÃO é um prêmio : um prêmio é uma recompensa dada pelo esforço ou mérito de alguém.

• NÃO é uma conquista, algo que adquirimos depois de caminhar anos com o Senhor
• NÃO está ligado ao que eu faço ou a merecimento. ( Ex.: corrida , se eu não merecer eu não ganho )
• Ao contrário, é de graça, é um presente, a virtude está em quem dá : JESUS.
Jesus é o doador e Ele dá o Espírito Santo a todos. Isto significa que não depende do caráter da pessoa nem de sua santidade. Em qualquer momento, seja qual for a situação que você estiver atravessando, você pode se colocar diante de Deus e ser batizado no Espírito.
• É o Espírito que nos leva a uma vida santa e não uma vida santa que nos leva ao Espírito. É o Espírito que irá transformar o nosso caráter.
• ( At 3:12 - ...como se pela nossa própria santidade ... )

Temos que crer na promessa do Pai. Ele prometeu e cumpriu, e receber a promessa depende apenas de crer na fidelidade do Pai.
Ef 5:18-20
Aqui o apóstolo ordena expressamente: “… enchei-vos do Espírito”.
• No nosso relacionamento uns para com os outros: “Falando entre vós com salmos, hinos e cânticos espirituais”.
• No nosso relacionamento com o Senhor: “ Cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração”

2) É uma experiência definida e pessoal. 
 
Aquele que recebe fica consciente que recebeu.
Em cada um de nós pode acontecer de maneira diferente. Uns podem profetizar, outros rir , chorar , orar , falar em outras línguas .
Aquele que creu se arrependeu e foi batizado tem o espírito santo morando dentro de si. Mas o dom é uma experiência definida que o manifesta.
Tomamos posse da promessa de uma maneira evidente, consciente e NÃO TEMOS MAIS DÚVIDA se temos o Espírito de Deus.
At 19:2-6
“Perguntou-lhes: Recebestes vós o Espírito Santo quando crestes? Responderam-lhe eles: Não, nem sequer ouvimos que haja Espírito Santo. Tornou-lhes ele: Em que fostes batizados então? E eles disseram: No batismo de João. Mas Paulo respondeu: João administrou o batismo do arrependimento, dizendo ao povo que cresse naquele que após ele havia de vir, isto é, em Jesus. Quando ouviram isso, foram batizados em nome do Senhor Jesus. Havendo-lhes Paulo imposto as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo, e falavam em línguas e profetizavam.” 
 
Recebestes vós o Espírito Santo…? (dúvida)
Eles creram e foram batizados e quando Paulo impôs as mãos, veio sobre eles o Espírito e, começaram a manifesta-lo falando em línguas e profetizando. Aí então não testava mais dúvida de que tinham, recebido o Espírito Santo. 

3) É um revestimento de poder. 
“E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai porém, na cidade, até que do alto sejais revestidos de poder.” Lc 24:49
• É poder espiritual. Poder de Deus comunicado a nós.
• Você é revestido com o poder de Deus
• E você pode: Curar enfermos, Operar milagres, Profetizar, Falar em outras línguas, Ter revelação da Palavra de Deus , etc
• É este poder que tem capacitado a Igreja a existir por quase 2000 anos.
• É este mesmo poder que operava em Jesus e nos apóstolos

4) É a capacitação para sermos testemunhas de Cristo. 
Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra.” At 1:8

Um dos significados da palavra poder é “capacidade para fazer”.

É a nossa capacitação para:
• Fazer discípulos
• Ser testemunhas de Cristo
• Anunciar o Evangelho do Reino
• Falar com autoridade e poder.

“A minha linguagem e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria, mas em demonstração do Espírito de poder.”
Se estamos cheios do Espírito seremos testemunhas eficientes de Cristo e manifestaremos o Senhor Jesus não apenas com palavras, mas com poder, pelo Espírito Santo que habita em nós.
I Co 2:4
Ex.: No dia de Pentecostes quando começaram a proclamar 3 mil pessoas creram. Por que ?
Porque estavam cheios do Espírito Santo.
Quando Pedro cura o coxo na porta formosa, todos fica perplexos. Ele anuncia a Palavra e logo depois ele e João são presos. Mas se converteram mais pessoas. ( o número deles já era 5 mil ) Porque o poder do Espírito Santo curou o coxo e deu testemunho através deles com a palavra. 
Por que Cristo quer nos batizar ? 
 
Para nos dar poder , força , graça , virtude , dinamismo, unção.
( “...recebeis poder... ” )
• Poder para fazermos toda a vontade de Deus ( Ez 36:26-27 - novo coração ).

Isso é possível e fácil se andarmos no espírito.

Rm 8:3-9
“Porquanto o que era impossível à lei, visto que se achava fraca pela carne, Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança da carne do pecado, e por causa do pecado, na carne condenou o pecado. para que a justa exigência da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito.”
• Poder para amar , louvar , perdoar , suportar , obedecer e para tudo que Deus mandar fazer.
• Poder para sermos testemunhas dando-nos ousadia , graça , palavra , etc.
• Poder para sermos transformados à imagem de Cristo


Rm 3:18
“Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.” 

Como receber o batismo no Espírito Santo


“Para que aos gentios viesse a bênção de Abraão em Jesus Cristo, a fim de que nós recebêssemos pela fé a promessa do Espírito.”
Gl 3:14 
 
Nós recebemos pela fé ( como todas as promessas de Deus )

Não é por um esforço mental, recitando alguma fórmula , repetindo uma oração, ou fazendo algum ritual.
( Ex.: repetir glória, glória, gloria... = tijolo, tijolo )
• Devemos ouvir a palavra com fé e crer em Deus, que fez a promessa.
• Pedir com fé ( não o Espírito que já foi dado, mas a experiência, o batismo ). Lc 11:9-13; Mc 11:24; Jo 4:14-15
• Receber com fé Jo 7:37-39
• Deixar fluir com fé ( os rios de água viva v38)
 
- Se render a Deus.
- Não resistir.
- Deixe fluir, dando graças a Deus, louvando falando em línguas.
( Se tiver que ajoelhar, ajoelhe. Se quiser chorar, chore. Se quiser rir, ria. Não tenha vergonha, não tenha medo )
Em Gl 5:1 diz que Cristo nos libertou para que de fato sejamos livres.
 
O Espírito Santo é uma pessoa, nós podemos sentir a sua presença como a de uma pessoa. Ele também habita em nós e devemos procurar ouvi-lo, deixar Ele se manifestar.
( Tanto faz se estamos em casa sozinhos ou numa reunião com a igreja ) 

Ele está em nós, mas pode agir ou não. 

• Ele age quando dependemos dele, quando nos rendemos a Ele , quando nos esvaziamos de nós mesmos.
• Se formos soberbos, cheios de si, ele não encontra espaço e se cala.

Ele não forçará nada. Ele é um cavalheiro. 

Ao receber o batismo é necessário falar em línguas ? 
 
Muitos pensam que uma pessoa é batizada no Espírito quando começa a falar em línguas. Mas isto nem sempre é verdadeiro. Não há nenhum texto que fale claramente que só recebe o Espírito quem fala em línguas. Por isso devemos estar abertos para aceitar que alguém seja batizado sem falar em línguas. 

O falar em línguas é uma evidência, mas não necessária do batismo no Espírito Santo. Uma pessoa pode ser batizada no Espírito e não falar em línguas. Ela pode profetizar, glorificar a Deus em espírito, chorar de arrependimento, se quebrantar, dar vivas de júbilo e muitas outras manifestações. 

Mas mediante as evidências que encontramos no livro de Atos dos apóstolos, devemos considerar como exceção o fato de uma pessoa ser batizada no Espírito e não falar em línguas; e não como regra.
Vemos que isto aconteceu
• No pentecostes - At 2:4
• Na casa de Cornélio - At 10:46
• Com os doze efésios - At 19:6
• Sobre Paulo ( At 9:17 ) não diz nada, mas vemos em I Coríntios que ele falava em línguas, e inclusive queria que todos falassem. ( 1Co14:5;18 )

Normalmente quando a pessoa não fala em línguas é porque existe algum bloqueio. A nossa mente nesse caso atrapalha. Ficamos tentando entender o que acontece e impedimos a manifestação do Espírito. (às vezes por medo, as vezes por religiosidade ) 

O batismo com o Espírito Santo é a mesma coisa que ser cheio do Espírito Santo? 
 
Quando a bíblia fala se ser cheio do Espírito Santo, nem sempre ela está falando de uma mesma experiência.
No texto original, em grego, aparecem duas palavras diferentes descrevendo experiências diferentes, mas quando foram traduzidas para o português usou-se uma única palavra ( cheio ) como se fosse uma única experiência.
A primeira palavra é PIMPLEIMI:

Aparece em Lc 1:15; Lc 1:41; Lc 1:67-68; At 4:31; At 4:8; At 9:17 e At 13:9-11
Ela significa ficar cheio.
• Dá a entender que antes não estava.
• É uma experiência repentina, momentânea.
• Não é contínua
• É para cumprir um determinado propósito.
• É o revestimento de poder para profetizar, testemunhar, fazer a obra de Deus.
A segunda palavra é PLEIROS:

Aparece em Lc 4:1 Ef 5:18
At 6:3 At 7:55 At 11:24
Esta palavra significa ser cheio.
• Não Como uma experiência momentânea
• De maneira continua
• Estar sempre cheio.
• Não está relacionada com uma obra a fazer, mas com uma vida no Espírito.

As diferenças:
• Os textos em que aparece a palavra PIMPLEIME dão a ideia se ser enchido de fora para dentro, o que combina com as palavras caiu, e derramado.

• Já a palavra PLEIROS dá a entender um enchimento de dentro para fora.
• A primeira é um derramamento.
• A segunda é um transbordamento
• A primeira nos dá poder.
• A segunda nos dá vida, nos enche de vida.
• A primeira dá poder para testemunhar falando de Cristo.
• A segunda é para mostrar o caráter de Cristo.
• A primeira nos capacita a manifestar os dons do Espírito descritos em I Co 12:7-11
• A segunda nos capacita a manifestar o fruto do Espírito descrito em Gl 5:22-23
• A primeira é uma experiência definida.
• A segunda é um processo de crescimento.

A maior diferença é que:
A primeira se recebe na porta, sem nenhuma condição a não ser arrependimento e batismo.
A segunda requer um contínuo esvaziamento de si mesmo, uma contínua operação da cruz de Cristo, um quebrantamento contínuo aceitando o governo de Deus.

As três festas de Israel
Existem três festas que o povo de Israel comemorava que nos ajudam a entender melhor o assunto:
Páscoa : Início do ano. Representa a nossa salvação , saímos do mundo, passamos da morte para a vida. ( sem fermento )
Pentecostes: Cinquenta dias após a páscoa, as primícias. Representa o batismo no Espírito , onde recebemos poder e Podemos ficar meio confusos, não entender algumas coisas, mas precisamos disso. ( pode haver fermento )
Tabernáculos: Após a colheita. Deus conosco, a presença de Deus no meio do povo. Nesta festa eles saíam para habitar em tendas e cabanas relembrando o tempo em que Deus os conduzia e guiava pelo deserto.

Eram três festas anuais que se cumpriram em Cristo. A primeira era a Páscoa , depois Pentecostes e depois Tabernáculos. Vemos então que não chegamos na terceira festa sem passar pela primeira e pela segunda.

Não podemos ter a abundância da presença de Deus em nossas vidas sem passarmos pela salvação e pelo batismo no Espírito Santo.

23 de jun. de 2012

O Avivamento que precisamos

Inflamados por Deus
Somos abençoados quando nos aproximamos de Deus através da oração. Sentimos tristeza ao perceber que muitas igrejas demonstram tão pouca importância à oração coletiva. De que maneira receberemos alguma bênção, se nos mostramos negligentes em pedi-la? Podemos aguardar um Pentecostes, se jamais nos reunimos uns com os outros, a fim de esperar no Senhor? Irmãos, nossas igrejas nunca serão melhores, enquanto os crentes não estimarem intensamente a reunião de oração. 
Mas, estando reunidos para oração, de que maneira devemos orar? Tenhamos cuidado para não cair no formalismo, pois estaremos mortos, imaginando que possuímos vida. Não duvidemos, motivados por incredulidade, ou estaremos orando em vão. Oh! que tenhamos fé imensa, para com ela apresentarmos a Deus grandes súplicas! Temos misturado o louvor e a oração como um precioso composto de especiarias, adequado para ser oferecido sobre o altar de incenso por intermédio de Cristo, nosso Senhor. Não poderíamos agora apresentar- Lhe uma súplica especial, de maior alcance? Parece a mim que deveríamos orar em favor de um verdadeiro e puro avivamento em todo o mundo.


Um avivamento genuíno e duradouro

Regozijo-me com quaisquer evidências de vida espiritual, ainda que sejam entusiásticas e temporárias, e não sou precipitado em condenar qualquer movimento bem-intencionado. Contudo, tenho bastante receio
Muitos dos chamados avivamentos, em última análise, causaram mais danos do que benefícios. Uma espécie de loteria religiosa tem fascinado muitos homens, trazendo-lhes repúdio pelo bom senso da verdadeira piedade. Não desejo menosprezar o ouro genuíno, ao desmascarar as falsificações. Longe disso. Acima de tudo, desejamos que o Senhor envie-nos um verdadeiro e duradouro avivamento espiritual. 
Precisamos de uma obra sobrenatural da parte do Espírito Santo, trazendo poder à pregação da Palavra, motivando com vigor celestial todos os crentes, afetando solenemente os corações dos indolentes, para que se convertam a Deus e vivam. Se este avivamento acontecesse, não seríamos embriagados pelo vinho do entusiasmo carnal, mas cheios do Espírito. Contemplaríamos o fogo dos céus manifestando-se em resposta às fervorosas orações de homens piedosos. Não podemos rogar que o Senhor, nosso Deus, revele seu poderoso braço aos olhos de todos os homens nestes dias de declínio e vaidade?


Antigas doutrinasQueremos um avivamento das antigas doutrinas. Não conhecemos uma doutrina bíblica que, no presente, não tenha sido cuidadosamente prejudicada por aqueles que deveriam defendê-la. Há muitas doutrinas preciosas às nossas almas que têm sido negadas por aqueles cujo ofício é proclamá-las. Para mim é evidente que necessitamos de um avivamento da antiga pregação do evangelho, tal como a de Whitefield e de Wesley. As Escrituras têm de se tornar o infalível alicerce de todo o ensino da igreja; a queda, a redenção e a regeneração dos homens precisam ser apresentadas em termos inconfundíveis.


Devoção pessoal
Necessitamos urgentemente de um avivamento da devoção pessoal. Este é, sem dúvida, o segredo do progresso da igreja. Se os crentes perdem a sua firmeza, a igreja é arremessada de um lado para o outro. Quando eles permanecem firmes na fé, a igreja continua fiel ao seu Senhor. O futuro da igreja, nas mãos de Deus, depende de pessoas que na realidade são espirituais e piedosas. Oh! que o Senhor levante mais homens genuinamente piedosos, vivificados pelo Espírito Santo, consagrados ao Senhor e santificados pela verdade! Irmãos, cada um de nós precisa viver, para que a igreja continue viva. Temos de viver para Deus, se desejamos ver a vontade do Senhor prosperar em nossas mãos. Homens consagrados tornam-se o sal da sociedade e os salvadores da raça humana.


Espiritualidade no lar
Necessitamos profundamente do avivamento da espiritualidade no lar. A família cristã era o baluarte da piedade na época dos puritanos; mas, nesses dias maus, centenas de famílias chamadas cristãs não realizam adoração no lar, não estabelecem restrições, nem ministram qualquer disciplina e ensino aos seus filhos. Como podemos esperar que o reino de Deus prospere, quando os discípulos de Cristo não ensinam o evangelho a seus próprios filhos? Ó homens e mulheres crentes, sejam cuidadosos naquilo que fazem, sabem e ensinam! Suas famílias devem ser treinadas no temor do Senhor, e sejam vocês mesmos “santos ao Senhor”. Deste modo, permanecerão firmes como uma rocha no meio das ondas de terror que surgirão e da impiedade que nos assedia.


Intenso e consagrado poder
Desejamos um avivamento de intenso e consagrado poder. Tenho suplicado por verdadeira piedade; agora imploro por um de seus mais nobres resultados. Precisamos de santos. Precisamos de mentes graciosas, experimentadas em uma elevada qualidade de vida espiritual resultante de freqüente comunhão com Deus, na quietude. Os santos adquirem nobreza por meio de sua constante permanência no lugar onde se encontram com o Senhor. É aí que adquirem o poder na oração que tanto necessitamos. Oh! que o Senhor levante na igreja mais homens como John Knox, cujas orações causavam à rainha Maria mais terror do que 10.000 soldados! Oh! que tenhamos mais homens como Elias, que através de sua fé abriu e fechou as janelas dos céus! Esse poder não surge por meio de um esforço repentino; resulta de uma vida devotada ao Deus de Israel. Se toda a nossa vida for pública, teremos uma existência insignificante, transitória e ineficaz. Entretanto, se mantivermos intensa comunhão com Deus, em secreto, seremos poderosos em fazer o bem. Aquele que é um príncipe com Deus ocupará uma posição nobre entre os homens, de acordo com a verdadeira avaliação de nobreza. Estejamos atentos para não sermos pessoas dependentes de outras; nos esforcemos para descansar em nossa verdadeira confiança no Senhor Jesus. Que nenhum de nós caia numa situação de infeliz e medíocre dependência dos homens! Desejamos ter entre nós crentes firmes e resistentes, assim como as grandes mansões que permanecem, de geração em geração, como pontos de referência de nosso país; não almejamos crentes semelhantes a casas de saibro, e sim a edifícios bem construídos, capazes de suportar todas as intempéries e desafiar o próprio tempo. Se na igreja tivermos um exército de homens inabaláveis, firmes, constantes e sempre abundantes na obra do Senhor, a glória da graça de Deus será claramente manifestada, não somente neles mesmos, mas também naqueles que vivem ao seu redor. Que o Senhor nos envie um avivamento de poder consagrado e celestial! Pregue por intermédio de suas mãos, se você não pode pregar por meio de seus lábios. Quando os membros de nossas igrejas demonstrarem o fruto de verdadeira piedade, imediatamente encontraremos pessoas perguntando qual a árvore que produz esse fruto. A oração coletiva dos crentes é a primeira parte de um Pentecostes; a conversão dos pecadores, a outra.

Começa somente com “uma reunião de oração”, mas termina com um grande batismo de milhares de convertidos. Oh! que as orações dos crentes se tornem como ímãs para os pecadores! E que o reunir-se de homens piedosos seja uma isca para atrair os homens a Cristo! Venham muitas pessoas a Jesus, porque vêem outros correrem em direção a Ele. “Senhor, afastamos nosso olhar desses pobres e tolos procrastinadores e buscamos a Ti, rogando-Te que os abençoes com o teu onisciente e gracioso Espírito. Senhor, converte-os, e eles serão convertidos! Através de sua conversão, rogamos que um avivamento comece hoje mesmo. Que este avivamento se espalhe por todas as nossas casas e, depois, pela igreja, até que todos os crentes sejam inflamados pelo fogo que desce dos céus!

12 de mai. de 2012

As Consequências do Jugo Desigual


“Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?” (2 Co 6.14)


O texto de 2 Coríntios 6.14 nos apresenta alguns princípios que devem nortear as associações entre cristãos e não-cristãos (fiéis e infiéis, justiça e injustiça, luz e trevas, crentes e incrédulos, salvos e perdidos). Observemos alguns termos para uma compreensão maior das questões aqui envolvidas.

- Jugo desigual (gr. eterodzygountes). Associar de maneira irregular ou discordante. Juntar animais que precisam de jugos diferentes por que são de espécies diferentes (cf. Dt 22.10; Lv 19.19). O conceito de jugo era usado em relação ao casamento e em relação aos professores que concordavam em sua doutrina. Um casamento misto ou cooperação com alguém que tenha pensamentos diferentes era considerado ser “jugo desigual”. Formar um par desigual, ser posto na canga com um animal diferente. Paulo emprega o verbo heterozygeo, que se aplica ao emparelhamento de tipos diferentes de animais em Lv 19.19. C. K. Barrrett traduz assim: “Não deveis entrar em arreio duplo com os descrentes”.

- Incrédulos (gr. apístois). Descrente.

- Sociedade (gr. metokê). Relação. Companheirismo.

- Comunhão (gr. koinonía). Parceria, intercâmbio. Ato de participar, compartilhar por causa de interesse comum. Ter coisas juntos ou em comum.

É importante atentar para o fato de que o alerta feito por Paulo vai para além das relações matrimoniais. Sobre isto Coenen e Brown comentam

A totalidade do contexto e do argumento de 2 Co 6:14 e segs., porém, parece olhar além dos casamentos mistos, para a idolatria e a impureza de modo geral (cf. C. K. Barret, op. cit., 196), embora um casamento misto pudesse levar a semelhante idolatria e impureza.

Não está aqui presente a ideia de um cristianismo sectarista, onde todo e qualquer contato e relações com os incrédulos fossem reprovadas. Sobre isto Paulo escreveu

Já por carta vos tenho escrito que não vos associeis com os que se prostituem; isso não quer dizer absolutamente com os devassos deste mundo, ou com os avarentos, ou com os roubadores, ou com os idólatras; porque então vos seria necessário sair do mundo. Mas, agora, escrevi que não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com o tal nem ainda comais. (1 Co 5.9-11)


Como se pode observar, a preocupação do apóstolo Paulo é sempre com o tipo de associação, que por seu alto grau de intimidade pode corromper a fé e a santidade do crente: “Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes”. (1 Co 15.33).

Coenen e Brown afirmam que
O cristão deve permanecer no mundo, sem, porém, tomar parte na idolatria e na impureza moral. Assim o crente nunca deve ser culpado da fornicação (1 Co 5:9-10). Deve trazer seus assuntos diante da igreja ao invés de levar o irmão crente aos tribunais seculares (1 Co 6.1-6). Não deve deliberadamente entrar num casamento misto com um descrente, mas, se, um dos cônjuges de um casamento que dantes era pagão torna-se cristão, o casamento não deve ser dissolvido simplesmente por causa disto, pois o crente santifica o casamento, cônjuge descrente pode ser conquistado para Cristo (1 Co 7:12-16, 39). [...] Noutras palavras, Paulo não defende uma separação exclusiva do mundo. Os crentes devem permanecer no mundo procurando ganha-lo para Cristo. Não devem, no entanto, permitir que a sua fé seja comprometida de qualquer modo, especialmente pela idolatria pagã e os seus costumes sexuais dos pagãos. A conversão significa um rompimento com o mundo (1 Co 6.9 e segs.).

Observando o comentário acima, mesmo que ênfase do presente estudo recaia sobre a união conjugal mista, nunca é demais ressaltar as seguintes questões:

- Com que autoridade pastores que vivem se processando podem julgar as causas dos crentes?

- Com que autoridade pastores que aprovam o casamento de seus filhos crentes com descrentes pode disciplinar os jovens e membros da igreja que se unem através do matrimônio da mesma maneira?

- Com que autoridade pastores realizam casamentos mistos de crentes influentes e ricos para proibir os de crentes pobres?

- Com que autoridade pastores que estão “intimamente” associados a políticos mundanos podem censurar e punir os membros da igreja pelo mesmo tipo de associação promíscua?

- Com que autoridade pastores que relativizam princípios bíblicos para não perder “ovelhas”, aprovando e realizando o casamento misto, podem continuar ensinando a Palavra da Verdade?


Ainda tratando da associação do crente com o infiel, a Bíblia de Estudo Pentecostal oferece o seguinte comentário ao texto de 2 Co 6.14

Diante de Deus, há apenas duas categorias de pessoas: as que estão em Cristo e as que não estão. [...] O crente, portanto, não deve comunhão ou amizade íntima com o incrédulo, porque tais relacionamentos corrompem sua comunhão com Cristo. Neste contexto estão as sociedades nos negócios, as ordens secretas (Maçonaria), namoro e casamento com os incrédulos. A associação entre o cristão e o incrédulo deve ser o mínimo necessário à convivência social ou econômica, ou com o intuito de mostrar ao incrédulo o caminho da salvação.

No Comentário Bíblico Pentecostal do Novo Testamento lemos que:
De 1 Co 5.9 e 10 sabemos que Paulo não está proibindo toda associação com os incrédulos, o que seria impossível e exigiria, em suas palavras, “sair do mundo”. Paulo aparentemente tem um tipo específico de relacionamento em mente. “Jugo desigual” (v. 14) lembra Deuteronômio 22.10, que proibia que um boi e um burro fossem colocados sob o mesmo jugo para lavrar a terra. Também pode ter o sentido de “desigualdade” e se referir à proibição em Levítico 19.19 contra o cruzamento de animais diferentes. Em ambos os casos, as leis da natureza no Antigo Testamento eram instituídas para ensinar o princípio da separação espiritual. Israel deveria evitar práticas e crenças que levariam o povo a adotar os modos corruptos de seus vizinhos pagãos. Consequentemente, o que Paulo parece te em mente aqui é a formação de relacionamentos que favoreciam o casamento de uma pessoa crente com uma incrédula e levariam a alguma forma de transigência espiritual com o paganismo, particularmente a idolatria. [...] Para se fazer entender, Paulo continua fazendo cinco perguntas retóricas, que destacam como é radicalmente antinatural e incompatível para crentes e incrédulos formarem pares em um relacionamento íntimo. Cada uma das perguntas apresenta dois opostos, é visivelmente absurda e espera uma negação imediata. [...] O apelo de Paulo é essencialmente um apelo pela santidade. Como o estado especial de Israel exigia a separação daquelas coisas que contaminam ou tornam uma pessoa maculada diante de Deus, assim deveriam proteger sua pureza moral e espiritual (v.17) não se tornando unidos em um relacionamento com os incrédulos. O propósito desta separação não é ritual ou cerimonial, mas relacional – para preservar a intimidade de sua relação com o Pai (v. 18).

Voltando a questão específica do casamento misto, sua proibição está explícita no Antigo Testamento (Dt 7.1-14; Nm 36.6, Ne 13.23-29), e o princípio que norteia a sua aplicação na vida do cristão exposto nas passagens do Novo Testamento aqui comentadas.

Dessa forma, seja por paixão, interesse financeiro ou coisas semelhantes a estas, a quebra deste princípio poderá promover problemas no relacionamento do casal e na educação de seus filhos, que poderão ter uma séria crise de identidade, vivendo sob o dilema de seguir a fé cristã piedosa de um dos pais, ou a crença na religião, no ateísmo ou ceticismo do outro.

Que a Bíblia continue sendo a nossa única regra de fé. Nem os nossos sentimentos, muito menos a pressão cultural que a igreja sofre, deve nos remover de tão sólido fundamento.
  

Autor: Altair Germano

4 de mai. de 2012

Os pastores e as ilustres ovelhas desconhecidas de seu grande rebanho

 
Observando os Evangelhos, vemos que Jesus fez poucos discursos para multidões. Como o Bom Pastor, ele priorizou o ato de dialogar, não monologava muito... Tudo bem próximo e prático. Perguntas e respostas. O problema é esse, sua solução está aqui!
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Sem generalizar, aproveito para dizer que muitas almas voltam para o mundo de pecado porque alguns pastores não se aplicam ao ensino da Palavra de Deus corretamente. Na forma pessoal, imitando a Jesus, olhos nos olhos. Os pastores têm considerado que tudo está perfeito se estirevem dominando a homilética e tiverem boa hermenêutica e exegese. Ledo engado deles!
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A Palavra de Deus tem simbologia com refeição. Então, faço uma alusão dela com o prato de comida. Na boa refeição é preciso haver fibras, e vitaminas, e proteínas, e sais minerais. Temos que ingerir as doses de forma balanceada.
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Não basta ter prato cheio, o prato também deve ser preenchido com alimentação ordenadamente. Só assim a nutrição é perfeita. A carência de ingredientes, ou o excesso deles, leva a pessoa à doença e até à morte. Boa alimentação não é sinônimo de estômago cheio todos os dias.
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Outra vez, sem generalizar... Hoje os pastores sobem no púlpito e falam ao microfone e se alegram vendo a igreja lotada os ouvindo, mas evitam a aproximação com os membros que lotam a igreja. Eles não chegam próximo da ovelha (que disparate, que contrasenso!). Eles não explanam a Bíblia dentro da situação que a ovelha precisa ouvir porque não as conhece. Eles fazem um discurso que não vai direto ao ponto necessário. As ovelhas não ouvem a preleção que toca na ferida exposta, ouvem um monólogo que não interfere na vida delas adequadamente, portanto não soluciona o problema que elas têm. Por falta de diálogo entre pastor e ovelha, a ovelha não se alimenta de maneira balanceada. Adoece e morre espiritualmente.
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Enfim, lá no púlpito o pastor serve refeições sem saber da carência das ovelhas. Ele não sabe se elas precisam diminuir, subtrair ou adicionar doses de vitaminas, ou quais são as proteínas e sais minerais que lhes faltam. Eles servem o fast food num bandejão à la McDonald's, Burger Kings ou Habbib's e se dão por satisfeitos com o lanche distribuído com ingredientes padronizados. Sentem-se felizes pensando que este tipo de serviço é o pastorado ideal, pensam que assim sua missão pastoral está sendo devidamente cumprida.
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Cadê o pastor amigão, bom conselheiro? Onde está o pastor que possui a capacidade de chamar o membro pelo nome, sabe com quem o membro está casado, sabe se o membro tem filhos e quantos filhos são? Onde está o pastor que sabe dizer a idade dos filhos dos membros e o nome deles?
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Nesta semana, ouvi um endocrinologista dizer que o hábito da alimentação incorreta está matando mais gente neste mundo do que a fome mata.
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Moral da história: Precisamos nos alimentar corretamente, então, precisamos clamar a Deus para que nos dê pastores-nutricionistas, que saibam servir a refeição de maneira personalizada, de acordo com o que nossa estrutura espiritual precisa!
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E.A.G.

29 de abr. de 2012

UM BOM LIDER


• Precisa ser comprometido, tendo “fome de Deus” e Seu Reino
- Pessoa consagrada a Deus e Seus propósitos
- O compromisso de um líder inclui estar em todos os encontros
- Dar prioridade ao convívio e os relacionamentos
- O líder entende que nenhum relacionamento se constrói sem que as pessoas envolvidas separem tempo umas para as outras.

• Precisa ser um facilitador da participação dos outros
Não é alguém que fala muito. Não é a “pessoa com todas as respostas”. Não domina a conversa.
Pode Ter Dom de ensino ou pregação, mas sabe quando não usar esses dons! Estimula a outros. Provoca reflexão.

O papel de “facilitador” não é muito bem conhecido na maioria de nossas igrejas. Permita-nos esclarecer um pouco mais aqui. Entre as características de um facilitador, destacamos as seguintes:

1. O facilitador é um servo-líder, serve por meio do exemplo e de ajuda em vez de só verbalizar.
2. O facilitador valoriza a participação dos outros. Entende que as pessoas crescem mais por meio da participação deles do que por meio de ouvir a ele. Ele estimula o crescimento de outros ajudando-os a desenvolverem suas próprias capacidades e recursos.
3. O facilitador é paciente. Pensa em termos de processo, não em termos de evento. Ele sabe que o crescimento acarreta mudanças ao longo do tempo e tem um compromisso claro com esse processo.
4. O facilitador confia no Espírito Santo. Sabe que o Espírito Santo é o agente de mudança na vida dos membros. Mudanças verdadeiras e duradouras não vêm por força, motivação exterior, ou por causa da capacidade do líder.

Todo líder tende a ser dominador ou centralizador de poder e atenção. Se reconhecermos isso, podemos começar e mudar nosso estilo de liderança, pelo menos nos Pequenos Grupos.

• Precisa ser disponível
Não é desocupado, mas disposto. Vê este ministério como um chamado de Deus e pode abrir mão de outras coisas para estar disponível para Deus (Lc. 9:57-62). Liderar um grupo familiar implica em tempo para o preparo de cada reunião e para o cuidado pastoral do “pequeno rebanho”.
Também precisa de tempo para estar com seu líder (coordenador ou supervisor); que, por sua vez, deve estar investindo sua vida nele, desenvolvendo uma relação comprometida e pessoal.

• Precisa ser fiel
Esta pessoa sabe que: “... o que se requer dos despenseiros de Deus é que cada um deles seja encontrado fiel” (I Cor. 4:2). Ele cumpre o que fala, não sendo enganoso. Hoje em dia pessoas fiéis, que cumpram sua palavra, não são sempre fáceis de achar, mas vale a pena procurar! (II Tim. 2:2).

A fidelidade tem muitos aspectos. Destaquemos três:
a) O líder precisa ser leal ao pastor e à igreja. Ele deve Ter um claro compromisso com a unidade de sua igreja local. Precisa ser membro ativo e assíduo na igreja. Também precisa estar comprometido com a preservação da unidade da igreja. Qualquer Pequeno Grupo pode facilmente tornar-se um ponto de discordância e divisão, se o líder deste grupo não tiver um compromisso com a integridade da igreja.

 b) O líder precisa ser responsável quanto às reuniões da liderança. Existem líderes (incluindo pastores!) que continuam a errar e enfrentar dificuldades em algumas áreas, simplesmente por não gostarem de participar de reuniões de avaliação e administração. Honestamente, temos que admitir que muitas dessas reuniões são mera perda de tempo. O líder fiel comunicará abertamente seus sentimentos e sugestões quanto a como melhorar tais reuniões. O pastor fiel responderá. Muitas vezes, empresários ou administradores seculares têm boas experiências e sugestões que o pastor poderia aproveitar.

c) O líder precisa ser responsável quanto a apresentação dos relatórios. O líder que não apresenta seus relatórios em dia está dificultando o trabalho do supervisor e prejudicando a si mesmo e ao grupo, pois a ajuda necessária demora a chegar.

• Precisa ser um líder
Isto parece ser óbvio demais. Mas, às vezes, escolhemos alguém porque é nosso amigo, porque tem uma posição de liderança (o que não significa, necessariamente, dizer que tem seguidores), porque é muito maduro, porque está disposto, ou por muitas outras razões. Alguém pode preencher todas estas qualidades e ainda não ser líder. A prova de ser líder é simples: tem seguidores!

• Precisa ser ensinável
Deve ser disposto a aprender, disposto a ser corrigido. Precisa ser submisso à Palavra de Deus, tendo a capacidade de ouví-Lo, como também ouvir a voz de Seus homens. Que bênção quando encontramos alguém que vai além do que pedimos! (Heb. 13:17).
Não é alguém perfeito ou infalível, mas alguém que tem desejo de crescer e está crescendo. Deve estar interessado e disposto para ser treinado. Ser ensinável é a principal de todas estas características, pois com base nisso, pode adquirir ou aprender as demais qualidades.
Ainda usando todas estas características para avaliar, precisamos lembrar que Deus é a fonte de toda sabedoria. Querendo Sua vontade e não a nossa, procuremos a Ele em oração para confirmar os nomes a serem escolhidos. Jesus passou a noite inteira orando antes da seleção dos doze. Precisamos tomar o exemplo dEle a sério.